Perfil de Maurão de Carvalho

Maurão de Carvalho nasceu em 10 de março de 1965, na pequena cidade de Tuneiras do Oeste, no Noroeste do Paraná. Filho do casal Dario e Aparecida, irmão de Auro e Jossemara, ele desde cedo ajudou o pai na roça, plantando milho, feijão, café, arroz e criando gado. Era um lar simples, mas feliz e com a presença de Deus desde o começo de sua vida, já que seus pais eram cristão evangélicos da Igreja Batista.

A família decidiu, em 1974, vir para Rondônia em busca de novas oportunidades. E a região escolhida foi a de Cacoal, cidade que ainda estava se formando. Eram tempos difíceis, mas Mauro, como era conhecido, se destaca entre os meninos de sua época por ser “arteiro”, sorridente e simples.

Eram tempos de banhos no igarapé, quando entravam em um cano e saiam do outro lado da rodovia, de andar de bicicleta, jogar bola e ir à escola. Por um tempo, Mauro vendeu verduras para ajudar a mãe, percorrendo as ruas sem asfalto da pequena cidade.

Ainda morando em Cacoal, o seu Dario comprou uma pequena propriedade na Linha 4, região que hoje pertence ao município de Ministro Andreazza. Mauro de “cacaio” nas costas acompanhou o pai nas idas e vindas ao pequeno sítio.

Até que, aos 14 anos e querendo ganhar seu dinheiro, começou a trabalhar como ajudante de garçom no restaurante “Panelão”. Com sua simpatia e vontade de trabalhar, conquistou a todos os clientes e o dono do restaurante decidiu que ele, menor de idade, seria o seu gerente.

“Eu chegava cedo, arrumava tudo, cuidava de tudo. Acompanhava desde a compra dos produtos até a hora de lavar todo o salão. Isso fez com que o dono, vendo a minha dedicação, me desse o cargo de gerente, o que acabou gerando reclamações de pessoas com mais tempo de casa”.

Quando tinha por volta de 16 anos, seu pai decidiu se mudar de vez para o sítio da linha 04. Lá, ele e seu Dario trabalharam duro para tirar da terra o sustento. Eram os tempos de juventude, do boliche do Seu Domingos, dos jogos de futebol nos finais de semana e da vida na roça.

Com a safra de arroz do ano de 1983, Mauro conseguiu comprar uma moto usada, que ele trocou por um pedaço de terra na região de Alta Floresta do Oeste. Pela distância e a dificuldade de formar a sua pequena propriedade, ele acabou vendendo e com mais umas poucas economias da colheita de arroz, trilhada por ele, no ano seguinte, montou a Cerealista Maringá, no então distrito de Nova Brasília, hoje Ministro Andreazza.

Ele passou a comprar e a vender o café “no coco”, ou seja, sem ser beneficiado. Até que, com o aumento dos negócios, conseguiu comprar uma máquina para beneficiar o café e o produto passou a ter mais mercados na região e até fora de Rondônia.

Foi nessa época que ele começou a namorar com Elisângela Carvalho, com quem se casou e teve três filhas e duas netas. A história dos dois é interessante. Ambos são da mesma cidade, mas enquanto Mauro saiu de Tuneiras do Oeste para Rondônia, criança bem pequena, Elisângela foi morar em São Paulo (SP) e depois na cidade de Salto, no interior paulista.

Somente em 1985 é que ela vem para Cacoal, com a família, que vai morar na mesma linha 4, onde Mauro e os pais moravam. Depois, o pai de Elisângela decide ir morar no Mato Grosso, na fronteira com Rondônia. Quando ela chega aos 12 anos e precisa cursar a 5ª série, os pais decidem voltar a morar em Nova Brasília.

Quatro anos depois, a jovem estudante se casaria com o comerciante de cereais, que estava com 24 anos e ainda com pouca experiência nos negócios, mas muitos sonhos e vontade de trabalhar. Aos poucos, ele se torna um dos principais comerciantes da cidade no ramo.

Em 1992, a vida reservou dois momentos marcantes para Mauro. Em junho, nasceu a sua primeira filha, a Jhersyka. Em outubro, o menino criado na roça, que vendeu verduras nas ruas de Cacoal e foi garçom, é eleito prefeito da recém emancipada Nova Brasília, que passou a ser chamada de Ministro Andreazza. A filha, com alguns meses, já estava nos braços da mãe nos comícios e reuniões.

O seu tino para os negócios, aliado a sua habilidade de dialogar, de buscar sempre o entendimento com todos, motivou um grupo de amigos a incentivá-lo a entrar na política. E eles estavam certos! Maurão fez uma gestão eficiente, transformadora, olhando para as pessoas e cuidando da cidade com uma atenção especial. A Cerealista foi vendida, para que ele se dedicasse apenas a administrar a cidade.

Cumpriu seu mandato até 1996, nesse período o então governador Valdir Raupp, elogiava publicamente a sua gestão por onde passava e estabelecia o desempenho do jovem prefeito de Andreazza como modelo. Ficou o ano de 1997 fazendo política, percorrendo os municípios vizinhos e manifestando sua intenção em ser deputado estadual. Nesse mesmo ano, nasce a sua segunda filha, Jheinnyffer, trazendo ainda mais alegria para a vida do casal.

Veio a eleição de 1998 e ele elegeu-se deputado estadual. Foi o primeiro dos cinco mandatos consecutivos. Em 1999 se muda com a esposa e as duas filhas para Porto Velho, onde residem até hoje. “Foi um começo difícil, tudo novo, tudo diferente. Ficamos um ano inteiro indo para Andreazza todo final de semana com as meninas. Mas, a nossa união e a força de Deus foram decisivas para superarmos àqueles dias difíceis”, relata ela.

Mauro se destaca como deputado estadual. Por ter outro deputado também chamado Mauro, passa a ser conhecido e a usar o nome parlamentar de Maurão. Sua vida parlamentar o leva a ocupar a função de primeiro vice-presidente e em 2015 é eleito para comandar a Assembleia Legislativa, por unanimidade dos votos, um fato inédito no parlamento de Rondônia. É reeleito, novamente por unanimidade e desde então tem imprimido um ritmo de trabalho com as portas abertas para a sociedade e o diálogo com os demais poderes e instituições.

Em 2006, nasce a sua terceira filha, a Kennyffer. Enquanto cumpre seus mandatos, ele se desdobra em dar atenção e participar da vida das três filhas. “Ele sempre foi um pai amoroso, carinhoso e que não levanta a voz para repreender uma filha. É sempre na conversa, no diálogo, até as broncas mais duras. É o jeito dele”.

Na casa dominada pelas mulheres, chegaram ainda duas netas: a Sophie em 2013 e a Sarah neste ano. “A reação dele, quando soube da vinda da Sarah: ‘a gente não sabe mesmo criar menino. Menino ia querer bater na irmã. Foi bom demais que veio mais uma menina”.

Mas, ser avô tem as suas responsabilidades. Uma delas é participar das pinturas da Sophie e, sempre que viajar a trabalho para o interior, não esquecer de trazer uma guloseima para agradá-la. “Ela já fica ansiosa esperando o avô trazer um doce, um bombom. Ele é um avô que ‘estraga’ neta”.

“Mauro tem um carinho especial pelas filhas. Não gosta que eu brigue com elas. É muito protetor, muito dedicado a ver elas felizes”.

“Como marido, ele é um homem com muitas qualidades. Sempre disposto a conversar, sempre fazendo o melhor pela família e Deus tem nos abençoado grandemente. Sou grata a Ele por tudo o que tem feito por nós. Somos pessoas simples, mas tementes a Deus e com muita união e trabalhando juntos. Um dando suporte ao outro”.