Ações do Ibama em Cujubim são discutidas por deputados e representantes do setor madeireiro

14 de agosto de 2018

Para discutir uma solução para as serrarias que foram fechadas após operação do Ibama, no início do mês, em Cujubim, os deputados estaduais se reuniram com representantes do órgão e com empresários do setor madeireiro, na manhã desta terça-feira (14), na Assembleia Legislativa.
O presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (MDB) e os deputados Ezequiel Júnior (PRB), Adelino Follador (DEM), Alex Redano (PRB), José Lebrão (MDB) e Edson Martins (MDB), se juntaram ao superintendente do Ibama em Rondônia, Carlos Alberto Paraguassu, que estava acompanhado do chefe de fiscalização local, Saulo Gouveia, e do superintendente do Ibama Acre, Carlos Gadelha.

No encontro, os donos de serrarias relataram que tiveram os pátios lacrados, mesmo apresentando a documentação da madeira, proveniente de planos de manejo. A denúncia é que, bastava alguma inconsistência em alguma documentação, para toda atividade ser suspensa, o que para eles é arbitrário.
“Se temos algum problema, alguma irregularidade, que nos puna, nos multe e nos oriente. Mas, fechar a serraria, impedindo que possamos processar madeira retirada de planos de manejo legalizados, não podemos aceitar, pois isso impede que possamos honrar nossos compromissos de entrega de madeira e quitar nossos débitos com fornecedores e funcionários”, relatou um dos empresários.
Maurão de Carvalho manifestou a sua indignação contra o que classificou como “abusiva e truculenta”, a operação do Ibama, que ateou fogo em máquinas e veículos. “Não defendemos o errado e nem o ilegal. Mas, não podemos aceitar essa ação arbitrária. Se está errado, que sejam atuados, apreendidos os maquinários e materiais e que sigam o devido processo legal. Mas, sem oferecer a opção de defesa e do contraditório, queimar tudo, é inadmissível”, relatou.
Ezequiel Junior disse que as ações do Ibama já são conhecidas por sua truculência e desrespeito. “Os agentes do Ibama agem acima da lei, são os próprios juízes e sentenciam e executam, do jeito que querem. Mas, o que queremos aqui é uma resposta para as serrarias que estão fechadas e sem poder trabalhar: há um temor de desemprego em massa em Cujubim, que sobrevive do setor madeireiro”, destacou.
Maurão retomou a fala e afirmou que, quem estiver errado, que seja punido, na forma da lei. “Mas, as serrarias que estão dentro da legalidade, precisam voltar a operar, para que possam honrar seus compromissos e manter os empregos de pessoas que sobrevivem da atividade. Repito: não defendemos o ilegal, mas quem está legal, não pode ser prejudicado”, acrescentou.

O superintendente do Ibama se apressou em dizer que a operação não estava sob a condução de Rondônia, mas do Ibama em Brasília. “Temos um modo de operação e um modelo de gestão diferentes. Se houve excessos, os senhores podem reunir provas e buscar a devida reparação. Mas, não fomos nós quem organizamos essa operação, mas o Ibama em Brasília”, garantiu.
O chefe da fiscalização disse ainda que a operação é feita de modo sigiloso, após serem reunidas informações de que estaria ocorrendo desmatamento ilegal na região de Cujubim. “É o nosso trabalho e fazemos isso em conjunto com a Polícia Federal, o IcmBio, o Ministério Público Federal, a Receita Federal e outros órgãos. Não posso responder sob a condução da operação, mas como disse o superintendente, quem se sentiu prejudicado, pode buscar os meios legais”, completou.
Gouveia afirmou ainda que, após a autuação, a documentação de cada empresa está sendo averiguada e que, até esta terça-feira, duas madeireiras (sendo uma delas laminadora), já tinham sido liberadas o funcionamento.